
Segunda-feira, 19 de outubro de 2009. 17:24 h.
Foi nesse exato momento em que escutei a fatídica frase, ao voltar pra casa caminhando, com minha garrafa d'água na mão e minha "roupinha de ginástica" (bastante grande e decente pra ser chamada assim), do meu péssimo treino com o personal trainer (já que ele se confundiu com meu horário e chegou meia hora atrasado e ainda saiu 10 minutos antes pois tinha outra aluna). Ou seja, tinha tido realmente 20 minutos de aula porque os outro quarenta, em que ele não estava, eu fiquei praticamente enrolando na academia.
Enfim, já estava voltando pra casa puta, deprimida, com raiva da vida quando passa por trás de mim um carro com três caras sarados saindo da praia. Um deles põe a cabeça pra fora da janela e grita: Tá em forma, hein! Forma de barril!! E todos sorriem entre gargalhadas divertidas e maldosas, desaparecendo no asfalto... Eu continuei ali, caminhando. Já estava na rua da minha casa e por um momento não sabia bem o que fazer, o que pensar, estava "pasmada", chocada, passada. Não dava mais tempo de gritar nada de volta, de revidar. Olhei ao meu redor pra ver quem tinha visto (estava na rua da minha casa e dei graças a Deus, quase numa prece, por isso ter acontecido a pelo menos dois quarteirões antes de que meu porteiro pudesse ter presenciado a minha humilhação em público). Queria chorar, gritar, desaparecer. Segurei o choro ao entrar no elevador.
Abri a porta de casa, entrei. Não conseguia decidir entre: ligar pra minha mãe, atacar o resto do pote de sorvete de ontem, olhar pela janela (a rua) e chorar. Olhei pela janela e vi o porteiro na frente do prédio, mais uma vez agradeci por ele estar longe do "local do crime", da agressão verbal.
E então pensei em pegar o meu diário e escrever alguma coisa, com a esperança de isso me ajudar a me sentir melhor. Como se fosse a solução de meus problemas. Daí pensei: quer saber, vou fazer igual aquela garota que emagreceu horrores fazendo um blog. Aquela que ia postando tudo o que fazia, sentia e, principalmente, comia e no final emagreceu uns 40 quilos e foi parar na TV. De vez em quando eu até entro lá pra ver o que ela escreve.
Não pretendo sair na TV e nem eliminar 40 quilos (uns 30 estaria bom, haha, mas com uns 15 eu to dando pulos de alegria!). Na verdade a única coisa que quero é me sentir melhor comigo, com os outros, com a minha vida. E escrever aqui é uma maneira de me expor e tornar públicas as minhas angústias, mesmo usando um pseudónimo e sendo "quase" uma anónima, mesmo que ninguém me leia nunca, mesmo que eu nem saiba bem se quero que alguém leia - só isso já me dá um medo danado...
Foi nesse exato momento em que escutei a fatídica frase, ao voltar pra casa caminhando, com minha garrafa d'água na mão e minha "roupinha de ginástica" (bastante grande e decente pra ser chamada assim), do meu péssimo treino com o personal trainer (já que ele se confundiu com meu horário e chegou meia hora atrasado e ainda saiu 10 minutos antes pois tinha outra aluna). Ou seja, tinha tido realmente 20 minutos de aula porque os outro quarenta, em que ele não estava, eu fiquei praticamente enrolando na academia.
Enfim, já estava voltando pra casa puta, deprimida, com raiva da vida quando passa por trás de mim um carro com três caras sarados saindo da praia. Um deles põe a cabeça pra fora da janela e grita: Tá em forma, hein! Forma de barril!! E todos sorriem entre gargalhadas divertidas e maldosas, desaparecendo no asfalto... Eu continuei ali, caminhando. Já estava na rua da minha casa e por um momento não sabia bem o que fazer, o que pensar, estava "pasmada", chocada, passada. Não dava mais tempo de gritar nada de volta, de revidar. Olhei ao meu redor pra ver quem tinha visto (estava na rua da minha casa e dei graças a Deus, quase numa prece, por isso ter acontecido a pelo menos dois quarteirões antes de que meu porteiro pudesse ter presenciado a minha humilhação em público). Queria chorar, gritar, desaparecer. Segurei o choro ao entrar no elevador.
Abri a porta de casa, entrei. Não conseguia decidir entre: ligar pra minha mãe, atacar o resto do pote de sorvete de ontem, olhar pela janela (a rua) e chorar. Olhei pela janela e vi o porteiro na frente do prédio, mais uma vez agradeci por ele estar longe do "local do crime", da agressão verbal.
E então pensei em pegar o meu diário e escrever alguma coisa, com a esperança de isso me ajudar a me sentir melhor. Como se fosse a solução de meus problemas. Daí pensei: quer saber, vou fazer igual aquela garota que emagreceu horrores fazendo um blog. Aquela que ia postando tudo o que fazia, sentia e, principalmente, comia e no final emagreceu uns 40 quilos e foi parar na TV. De vez em quando eu até entro lá pra ver o que ela escreve.
Não pretendo sair na TV e nem eliminar 40 quilos (uns 30 estaria bom, haha, mas com uns 15 eu to dando pulos de alegria!). Na verdade a única coisa que quero é me sentir melhor comigo, com os outros, com a minha vida. E escrever aqui é uma maneira de me expor e tornar públicas as minhas angústias, mesmo usando um pseudónimo e sendo "quase" uma anónima, mesmo que ninguém me leia nunca, mesmo que eu nem saiba bem se quero que alguém leia - só isso já me dá um medo danado...

Olá,
ResponderExcluirPena que temos que viver com pessoas tão ignorantes ao nosso redor né, mas isso foi um incentivo pra você, tem aquele ditado, Há males que vem para o bem, e tenho certeza que você vai conseguir, vou visitar teu blog todos os dias!!
Beijoo Grande! e COntinue firme e forte hein...
Ahh e o simulador de caminhada é esse aparelho aí ó http://images.quebarato.com.br/photos/big/F/D/330DFD_1.jpg